A PAZ QUE EU TRAGO EM MEU PEITO


Ormir Bezerra, Sócio Fundador, Presidente - período 15/11/1997 a 14/06/1999, atleta aposentado, ao lado de sua esposa Lia tem prestado relevantes serviços aos Peladeiros, participando ativamente de todos os eventos e atividades do grupo (menos futebol por razões óbvias) apesar dos sérios problemas de saúde que ultimamente vem superando. Nasceu aos 29/03/1926, criador da logomarca dos peladeiros, apresentou, no jantar dos aniversariantes de Junho/2010

Ormir &Lia em momento social dos peladeiros



A PAZ QUE EU TRAGO EM MEU PEITO.

A paz que trago em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia ...
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé ...
Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou ...
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que veem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama ...
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam ...
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer ...
Ter paz é Ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer ...
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências ...
A paz que hoje trago em meu peito é a tranquilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos ...
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que eu hoje trago em meu peito é a confiança NAQUELE que criou e governa o mundo ...
A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que elas tiver oferecido.
PENSE NISSO !!!
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.
Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes;
Quando alguém está irritado;
Quando a maledicência te procura;
Quando a ofensa te golpeia;
Quando alguém te encoleriza;
Quando a crítica te fere;
Quando escutas uma calúnia;
Quando a ignorância te acusa;
Quando o orgulho te humilha;
Quando a vaidade te provoca.
O Silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

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