ITALIA INESQUECIVEL 17/28-04-11

Veneza -
Domingo -
17/04/11 -
Após dezenove dias navegando pelo Atlântico e Mediterrâneo chegamos a Veneza, ponto final de nossa viagem no esplendoroso MSC Musica.
Começa agora o tour Itália Inesquecível, em magnífico ônibus, já estacionado e a nossa espera, conduzido pelo simpático e calado Sr. Antonio, tudo providenciado pelo Sr. Silvio, proprietário da Bertoldi Turismo, empresário brasileiro com raízes profundas na Europa, organizador de nossa jornada em terra e que nos acompanhou durante todo o percurso.

Desembarque do navio.
Programação do dia: visitar os principais pontos turísticos de Veneza; namorar nas gôndolas em cenas românticas e cinematográficas; visitar fábrica de artefatos de vidros Murano; saborear um típico almoço italiano e ao fim do dia usufruir de merecido descanso em hotel confortável de Mestre, parte de Veneza mas já no continente após um jantar, surpresa reservada para o fim do dia ao sermos atendidos pela família de simpáticos italianos em restaurante típico do local.

Recepção do Grupo no Porto.


Fotos: Silvio Bertoldi cedidas por Ciatur Turismo (Daniel/Vilani)









Fomos recepcionados pelo Sérginho/Jacira, Ivolino/Nelsi, com direito a cartazes e tudo.










A cidade foi formada num arquipélago da laguna de Veneza, no golfo de Veneza, no noroeste do mar Adriático.


Veneza (em italiano: Venezia) é uma cidade e comuna italiana da região do Vêneto, província de Veneza no nordeste de Itália.






Tem cerca de 271 009 habitantes e é conhecida pela sua história, canais, museus e monumentos.






Tornou-se uma potência comercial a partir do século X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa.










O patrono da cidade é São Marcos (festa em 25 de abril).













A festa do povo do Vêneto é celebrada em 25 de março, data da fundação da cidade.








Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes, destacam-se a imponente Basílica de São Marcos, na adjacente Praça de São Marcos, a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal, construída em 1588 segundo projeto de Antonio da Ponte, a Ca' d'Oro e numerosas igrejas e museus.





A queda de Constantinopla em 1453 marcou o princípio da decadência. A descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama (1498) e a descoberta da América por Cristóvão Colombo (1492) deslocaram as rotas de comércio e Veneza viu-se obrigada a sustentar uma luta esgotante contra os turcos otomanos. Em 1797, foi invadida pelas tropas de Napoleão Bonaparte.




Veneza está rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam os fundos. Era também uma cidade entrincheirada protegida por grandes muralhas. As "muralhas" de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam quase a descoberto na baixa-mar. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram assinaladas com fileiras de estacas com luzes à noite.




O centro histórico é totalmente pedonal, atuando como canais rodoviários, bem como os diferentes barcos, que são os únicos meios de transporte na zona.




O centro histórico sempre esteve isolado de terra firme (algo que em numerosas ocasiões representou um eficiente sistema de defesa) até 1846, quando foi construída a ponte ferroviária. Em 1933, a Ponte della Libertà, com 4 km trouxe para a entrada da cidade o tráfego rodoviário, ligando Mestre à Piazzale Roma. A cidade dista cerca de 37 km de Treviso e 40 km de Pádua.






A cidade está coberta por 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas, estando localizada entre a foz do rio Ádige (a sul) e do rio Piave (a norte).










O barco clássico veneziano é a gôndola, mas agora é mais utilizado por turistas, ou para casamentos, funerais ou outras cerimônias.



















A maioria dos venezianos agora viaja em barcos motorizados (vaporetti) que fazem viagens regulares ao longo das rotas principais dos canais da cidade e entre ilhas.





A cidade também tem muitas embarcações privadas. As únicas gôndolas ainda de uso comum pelos venezianos são os Traghetti, onde os passageiros atravessam o Grande Canal em determinados momentos, sem pontes. Os visitantes podem ainda tomar os barcos-táxis entre áreas da cidade.



Veneza é conhecida pelas magníficas e muito visitadas praças.














Além da grande Praça de São Marcos (com a Basílica e o Campanário de São Marcos), a cidade dispõe de outras praças menores, chamadas "campo" no dialeto da cidade.



































18/04 (Segunda) - MESTRE
CORTINA D´AMPEZZO
(total 147 Km)

Café da manhã, em Mestre.

Saída para visita a Cortina D´Ampezzo.

Viagem por paisagens deslumbrantes.









Cortina d'Ampezzo é uma comuna italiana da região do Vêneto, província de Belluno, com cerca de 5.954 habitantes, conhecida por ser uma famosa estação de esqui. Estende-se por uma área de 254,51 km2, tendo uma densidade

subindo os Alpes ...
...dois segredos revelados
I - O SEGREDO DO OSVALDO
"quarenta anos de trabalho... "





















II - O SEGREDO DO POETA AUGUSTO GIL (1873 / 1929)
BALADA DA NEVE
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim...

É talvez a ventania;
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?

Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudade, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.

Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,


os traços miniaturais
de uns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
- depois em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...













Que quem já é pecador
sofra tormentos... enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na natureza...
– e cai no meu coração.

Após o passeio, confortavelmente instalados ...... aproveitamos a noite, e o frio ...... para saborear ...... uma deliciosa ...... e bela polenta.Você sabe como se faz uma bela polenta ?
19/04/11 (terça-feira)
CORTINA / LAGO DI GARDA / VERONA
(total 350 Km)
Saimos cedinho para percorrer cenários de cartões postais: montes nevados, pinheiros centenários, rodovia à beira de precipícios, vales esplendorosos no mais genuíno estilo Tirol, nos surpreendendo a cada momento. Estamos descendo os Alpes no norte da Itália, quase fronteira com a Suiça.

No meio do caminho parada para o almoço

em Lago di Garda
com direito a passeios
competição ciclistica
descanso após o almoço


nos floridos jardins da cidade
Chegando em Verona: na região do Vêneto com cerca de 256.110 habitantes.

A cidade foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO por causa da sua estrutura urbana e arquitetura: Verona é um maravilhoso exemplo de cidade que se desenvolveu progressivamente e sem interrupções durante dois mil anos, integrando elementos artísticos de altíssima qualidade dos diversos períodos que se seguiram.

Representa também, em um modo excepcional, o conceito de uma cidade fortificada em etapas determinantes da história europeia .

A cidade de Verona foi fundada pelos Celtas.

Foi uma colônia romana em 89, com o nome de Augusta. Pode ser visitado o anfiteatro romano edificado com as mais apuradas técnicas em uma época desprovida dos recursos hoje existentes para construções desse porte.

É banhada pelo rio Adige e dista uns 30 quilómetros do Lago de Garda.

Foi capital de ducados durante a Reino Lombardo.

Em 145 foi uma colônia de monges Benedetinos.
Verona chegou a ostentar a supremacia artística de toda a Itália, sendo sede de uma escola pictórica onde se destacou Paolo Veronese. Verona foi palco para a célebre matança de franceses conhecida com o nome de Páscoas Veronesas.

No centro da cidade existe uma vila onde, pelo que conta a história, Julieta morava. Este é um grande marco da cidade, que recebe a fama de cidade dos namorados, atraindo centenas de turistas. Passa-se também parte da história de William Shakespeare´´A Megera Domada``.


Verona é um dos locais onde se passa a história da peça Romeu e Julieta escrita por William Shakespeare.

Balcão de Julieta.

Aqui encontram-se sepultados figuras que se destacaram no cenário mundial da época. A família Médice é apenas um dos nomes mais conhecidos.

Verona foi incorporada ao Reino de Itália, em 1866, com a Terceira Guerra de Independência Italiana.


20/04 (Quarta-feira)
VERONA / FLORENÇA / MONTECATINI TERME (total 300 Km)
Café da manhã.
Saída para Florença e city tour com guia local para visitar a cidade "Berço do Renascimento" conhecendo: Catedral de Santa Maria del Fiore, Praça da Senhoria, Ponte Velha

Florença ou Firenze foi fundada no ano 200 A.C.

às margens do rio Arno, cercada por fortalezas pelos etruscos. Conquistada pelos romanos passou a chamar-se Florentia. Em 1860 foi incorporada ao Reinado da Itália. Até 1875 foi a capital desse reino quando perdeu a posição para Roma. Reúne e conserva obras, trabalhos, esculturas, pinturas, afrescos, executadas por alguns dos maiores gênios que a humanidade produziu.

A Piazza della Signoria é a coração de Florença.

Esta praça é dominada pela torre do Palazzo Vechio, prefeitura de Florença desde 1322, com interior decorado por Vasari. Por séculos tem sido nesta praça onde os eventos mais importantes da cidade acontecem.

Ela está cercada por um grupo magnífico de esculturas, onde destacam-se o Perseu de Cellini e o Rapto das Sabinas, de Giambologna.

Pare, sente em algum lugar, olhe em todas as direções e viaje de volta no tempo. Você está num dos centros de cultura da história da humanidade.

Muito do que se aprende nas escolas de arte de todo o mundo foi criado pelas pessoas que freqüentavam esta praça.

Florença é um museu ao ar livre, com uma obra prima em cada esquina.
Outras igrejas que também merecem ser visitadas são a de Todos os Santos, com afrescos de Botticeli e Ghirlandaio, Santa Maria Novella, onde está a Trindade de Masaccio, e Igreja do Espírito Santo, uma das últimas obras de Brunelleschi, e onde encontra-se a Madonna de Filippino Lippi.
Florença tem três construções que podem ser consideradas como símbolos da cidade: Duomo, Campanile e Battistero, criações do genial arquiteto Brunelleschi.

A igreja revestida com mármore verde, rosa e branco, conhecida como Duomo, e que levou quase dois séculos para ser construída, é a principal e mais famosa construção da cidade, além de ser a quarta maior catedral do mundo em tamanho.
Em seu interior estão obras primas de grandes gênios da arte renascentista, como Zuccari, Donatello, Uccello e Ghiberti.
Um nome para sempre associado à história de Florença é o do poeta e escritor Dante Aligheri, eternizado principalmente graças à sua obra prima, A Divina Comédia.
Tumulo de Dante Alighieri (1265 / 1321)
Inferno, Purgatório e Paraíso, 100 cantos, em versos, em italiano
"Nel mezzo del cammin di nostra vita
mi ritrovai per una selva oscura
ché la diritta via era smarrita.
"

No Museo Casa di Dante pode-se conhecer um pouco sobre sua vida e sua relação com a cidade.
E como esquecer Leonardo da Vinci, que chegou em Florença, ainda criança, em 1469, trazido por seu pai, que tendo percebido a precoce genialidade de seu filho, decidiu trazê-lo para cá, na esperança que os ares iluminados da cidade dos artistas pudessem desenvolver ainda mais os dons de seu filho.
Sábia decisão! Hoje podemos apreciar sua obra em vários locais, como Il San Girolano (Pinacoteca do Vaticano), Adorazione de’ Magi (Uffizi) e a mais conhecida de todas, o quadro A Mona Lisa (Louvre), só para citar alguns.

Outro símbolo de Florença é o David de Michelangelo, ocupando um ponto de honra no prédio do Museo dell’Accademia, fundado em 1784 por Leopoldo de Lorena.
Há alguns anos um louco avançou sobre esta obra com um martelo e antes de ser detido conseguiu danificar partes da estátua. (Veja imagens do martelo clicando aqui)
Felizmente uma equipe de estudiosos conseguiu fazer um trabalho perfeito de recomposição.
Pouco adiante, ao lado da igreja Santa Croce está a Casa Buonarroti, que pertenceu a Michelangelo, e onde são guardadas reproduções de outros de seus trabalhos.
A Piazza San Lorenzo.
Nela está a Basílica de San Lorenzo, obra de Brunelleschi de 1425, muito utilizada pelos Médici.

A família Medici forneceu os mais influentes governantes da cidade, e seu nome está intimamente ligado à história de Florença. Na San Lorenzo estão sepultados vários de seus membros, entre púlpitos de bronze de autoria de Donatello e esculturas de Michelangelo.
Caminhando na direção do rio Arno chega-se na ponte mais famosa de Florença,
a Ponte Vechio, construída em 1345 e única ponte da cidade a escapar da destruição nazista durante a 2a guerra.
Florença não é um lugar para quem aprecia construções de aço e alumínio.
Ela é a cidade dos apaixonados, dos artistas e dos sonhadores.
Das pessoas que vêem a vida com olhos de poeta, ouvidos de músico e coração de quem ama.


É uma cidade eterna, um momento iluminado de genialidade artística, e que pode ser sentido caminhando entre suas ruas, praças e casas.

É até mesmo muito mais do que isto. É um exemplo vivo do que a espécie humana pode fazer de bom quando se dedica a ideais elevados.


A caminho de Montecatini para o pernoite
De Curitiba o Peladeiro Célio Malgueiro nos manda uma lembrança


21/04 (Quinta feira)
MONTECATINI /SAN GIMIGNANO
MONTERRIGIONI/SIENA
(total 140 Km)

Após o café, saída para San Gimignano

Há muito tempo, um portão e uma enorme muralha separavam esta pequena e então rica cidade do resto da Toscana.

San Gimignano, recanto fortificado, erguido no topo de uma montanha de 334 metros, conseguiu a proeza de se manter praticamente intacto

uma fortaleza conservada
Séculos ficaram para trás.
famosa por suas treze altíssimas torres marca registrada da cidadezinha

Construções dos séculos 12 e 13 continuam de pé.
Ruas planejadas séculos antes da invenção do automóvel. A localidade que guarda até prédios erguidos durante os séculos 2º e 3º, na época dos etruscos.


vista panorâmica da região e seus vinhedos
saindo para Castellina
conhecendo as paisagens da Toscana tão familiares

Vistas muitas vezes como cenário de novela na televisão brasileira.
Visitando Castellina in Chianti

Gallo Nero
no pátio


no jardim

na vinícola

conferindo o engarrafamento

fermentação

armazenamento

uma aula

tudo sobre vinho

Vamos ao que interessa: degustação

conhecer os segredos da bebida de Baco

degustando o tinto

degustando o branco

embarcando para Monterrigioni

Monteriggioni começou como uma fortaleza construída sobre uma colina em volta de Siena contra os florentinos.
É famosa pela estrutura defensiva intacta que levantou contra ataques repetidos florentino no século 11, seus muros altos e as 14 torres ainda podem ser vistos a quilômetros de distância.
conhecendo o seu interior

e como era a comunidade

e a vida naqueles tempos
o poço: garantia centenária de água potável

Defesa do território ou viagem de lazer: centenário passeio sobre as muralhas.

SIENA

Chegamos em Siena


a guia explica, em português que Siena, mesmo vivendo atualmente de suas fontes industriais, artesanais e das atividades ligadas ao terciário, deve a sua fama a dois fatores: é um dos maiores centros de arte italiana e, segundo aspecto, o seu nome é indiscutivelmente ligado ao desenvolvimento, por duas vezes ao ano, em Piazza del Campo ao famoso Palio. A tradicional corrida com cavalos na qual competem as vilas da cidade, uma atração para os turistas e ao mesmo tempo um acontecimento intrínseco nos cidadãos, que pertencem aos “contradaioli”.
A manifestação tem como data o dia 2 de julho e o 16 de agosto e consiste no cortejo histórico (a “comparsa”) dos 17 vilarejos de Siena e na emocionante corrida dos cavalos montados pelos jóqueis; o vilarejo que vence recebe o Palio, um estandarte de tecido pintado com imagens sagradas que são depois levadas até o Duomo.

Erguida como colônia romana por César com o nome de Sena Iulia, no I a.C., no lugar de um antigo povoado etrusco, foi após sede episcopal (VI), posse dos longobardos (VII), depois francesa (VIII) e se afirmou como Libero Comune, ou municipio livre, em 1147, de ordem guelfa (liga de S. Genesio, 1197). Adversária de Florença, passou da parte dos guibelinos depois da aliança com Pisa e Pistóia (1228) e a ajuda oferecida a Federico II. Derrotando Florença em Montaperti (1260), tornou-se cidade de hegemonia da Toscana até o intervento dos angioinos (1269) que repristinou a supremacia guelfa. Decaindo por causa de lutas internas e pelo insucesso da nobreza florentina (XIV-XV), foi conquistada após um longo assédio (1554-55) de Cosimo I de’ Medici e englobada no granducado da Toscana, mesmo tendo a concessão de permanecer autônoma administrativamente.

Além dos singulares monumentos de arte, Siena deve a sua atmosfera também ao conjunto urbano da cidade: pequenas ruas tortuosas que sobem e descem sobre a altura a qual é colocada a cidade; atalhos e cenários de absoluto fascínio entre as casas medievais e as pracinhas e os pátios; também a cultura da cidade cria uma atmosfera especial: no verão por exemplo é normal ouvir concertos de música clássica realizados nos pátios pelos estudantes da Accademia Chigiana, uma instituição famosa de música em todo o mundo.

Praça do Campo é uma das mais lindas praças medievais, possui uma forma estranha, quase em forma de concha e é circulada por antigos palácios em parte rendados ou ornados por torres. O Palácio Pubblico é uma construção que domina a praça, é o palácio civil toscano mais bonito e data de 1297-1342, e, contém ao seu interno maravilhosos ciclos de afrescos de Simone Martini (a Maestà e o Guidoriccio da Fogliano ambos na Sala do Mappamondo e datam de 315-28) e de Ambrogio Lorenzetti (Alegorie ed Effetti del Buono e del Cattivo Governo de 1338-40 conservados na Sala dei Nove ou da Pace).

O externo do Palácio Pubblico é caracterizado também pela torre del Mangia de 1348, alta 102 metros e, aos seus pés fica a Capela de Piazza, um porticado do 1300.

Passear pelas ruas de Siena significa encontrar também numerosas arquiteturas civis: desde as simples casas burguesas medievais que se desenvolvem em vertical aos palácios nobres: Palácio Piccolomini, Palácio Chigi- Saracini, Palácio Tolomei e o famoso Palácio Salimbeni sede histórica de um dos mais antigos bancos italianos.

O outro centro da cidade é representado pela Praça do Duomo dominada pelo grande masso de mármore da igreja (a praça ao lado da igreja ocupa o espaço que deveria ser da imensa navada central do novo projeto do Duomo).

O Duomo, em certas ocasiões e em longos fatos histórico/artísticos viu sua conclusão apenas em 1382 e apresenta uma fachada românico–gótica projetada por Giovanni Pisano; o interno é enorme, caracterizado pela bicromia dos mármores e do pavimento em marchetado de mármore que formavam verdadeiros quadros- 56 ao todo- que no projeto levam a firma de grandes artistas toscanos.

O interno é muito rico de obras de arte; oferecemos dois exemplos: o púlpito de Nicola Pisano (1266-68) e os afrescos do Pinturicchio na Libreria Piccolomini (1502-09).

Muitas das obras que se encontram no Duomo são protegidas pelo Museu Dell’Opera del Duomo localizado onde deveria estar a navada lateral do novo Duomo: entre estas as originais das estátuas de Giovanni Pisano para a fachada e para o grande retábulo do altar de Duccio da Buoninsegna, a “Maestà” de 1308-11.

Abaixo do Duomo, descoberto graças ao desnível do terreno, está o Batistério, terminado em 1325: uma solução arquitetônica singular.

Na praça se encontra o magnífico Spedale de S. Maria della Scala, rico de afrescos e de salas antigas (XIII-XIV) que hoje tornou-se uma excepcional sede de exposições.
Entre as igrejas de Siena que se fazem notar : S. Maria dei Servi (XIII-1526), S. Francesco (1326-1475), S. Domenico (1226-1445), e o Oratório de S. Bernardino (XV).
E, entre os principais museus se tem o Museu Arqueológico Nazionale e a riquíssima Pinacoteca Nazionale.
Famosas são também as fontes, chamadas “fontana”, que ornam a cidade; entre as quais se tem a Fonte Branda aos pés da cidade e data de 1246 e a Fonte Gaia de Iacopo della Quercia de 1419, a qual cópia orna ainda a Praça do Campo.

MONTALCINO
viajando para Montalcino
Instalada confortavelmente no alto de uma colina,

A pacata cidade de Montalcino, ostenta nos seus arredores os melhores vinhedos da Itália.
É ali que nascem as uvas sangiovese grosso, famosas por produzirem os cobiçados vinhos Brunello e Rosso de Montalcino.
A cidade ainda mantém os mesmos ares de antigamente.
Casas em tons de areia, telhados em terracota,
uma grande fortaleza,
um antigo mosteiro,
uma praça
com um palácio,
ladeiras que testam seu estado físico mas, sobretudo, os vinhos são a estrela maior.
por isso após um breve descanso
fomos para mais
uma aula de vinhos, ministrada pelos proprietários

e diretamente na vinícola produtora do famoso Brunello

e Rosso de Motalcino

com direito a degustação e diploma para os que prestaram atenção.
após um dia excepcionalmente proveitoso embarcamos com destino a ROMA