Veneza -Domingo - 17/04/11 -
Começa agora o tour Itália Inesquecível, em magnífico ônibus, já estacionado e a nossa espera, conduzido pelo simpático e calado Sr. Antonio, tudo providenciado pelo Sr. Silvio, proprietário da Bertoldi Turismo, empresário brasileiro com raízes profundas na Europa, organizador de nossa jornada em terra e que nos acompanhou durante todo o percurso.
Programação do dia: visitar os principais pontos turísticos de Veneza; namorar nas gôndolas em cenas românticas e cinematográficas; visitar fábrica de artefatos de vidros Murano; saborear um típico almoço italiano e ao fim do dia usufruir de merecido descanso em hotel confortável de Mestre, parte de Veneza mas já no continente após um jantar, surpresa reservada para o fim do dia ao sermos atendidos pela família de simpáticos italianos em restaurante típico do local.
Recepção do Grupo no Porto.
Fotos: Silvio Bertoldi cedidas por Ciatur Turismo (Daniel/Vilani)
Fomos recepcionados pelo Sérginho/Jacira, Ivolino/Nelsi, com direito a cartazes e tudo.
A cidade foi formada num arquipélago da laguna de Veneza, no golfo de Veneza, no noroeste do mar Adriático.
Tornou-se uma potência comercial a partir do século X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa.
O patrono da cidade é São Marcos (festa em 25 de abril).
Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes, destacam-se a imponente Basílica de São Marcos, na adjacente Praça de São Marcos, a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal, construída em 1588 segundo projeto de Antonio da Ponte, a Ca' d'Oro e numerosas igrejas e museus.
A queda de Constantinopla em 1453 marcou o princípio da decadência. A descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama (1498) e a descoberta da América por Cristóvão Colombo (1492) deslocaram as rotas de comércio e Veneza viu-se obrigada a sustentar uma luta esgotante contra os turcos otomanos. Em 1797, foi invadida pelas tropas de Napoleão Bonaparte.
Veneza está rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam os fundos. Era também uma cidade entrincheirada protegida por grandes muralhas. As "muralhas" de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam quase a descoberto na baixa-mar. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram assinaladas com fileiras de estacas com luzes à noite.
O centro histórico é totalmente pedonal, atuando como canais rodoviários, bem como os diferentes barcos, que são os únicos meios de transporte na zona.
O centro histórico sempre esteve isolado de terra firme (algo que em numerosas ocasiões representou um eficiente sistema de defesa) até 1846, quando foi construída a ponte ferroviária. Em 1933, a Ponte della Libertà, com 4 km trouxe para a entrada da cidade o tráfego rodoviário, ligando Mestre à Piazzale Roma. A cidade dista cerca de 37 km de Treviso e 40 km de Pádua.
A cidade está coberta por 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas, estando localizada entre a foz do rio Ádige (a sul) e do rio Piave (a norte).
O barco clássico veneziano é a gôndola, mas agora é mais utilizado por turistas, ou para casamentos, funerais ou outras cerimônias.
A maioria dos venezianos agora viaja em barcos motorizados (vaporetti) que fazem viagens regulares ao longo das rotas principais dos canais da cidade e entre ilhas.
A cidade também tem muitas embarcações privadas. As únicas gôndolas ainda de uso comum pelos venezianos são os Traghetti, onde os passageiros atravessam o Grande Canal em determinados momentos, sem pontes. Os visitantes podem ainda tomar os barcos-táxis entre áreas da cidade.
Além da grande Praça de São Marcos (com a Basílica e o Campanário de São Marcos), a cidade dispõe de outras praças menores, chamadas "campo" no dialeto da cidade.
18/04 (Segunda) - MESTRE
CORTINA D´AMPEZZO (total 147 Km)
Café da manhã, em Mestre.
Saída para visita a Cortina D´Ampezzo.
Viagem por paisagens deslumbrantes.
Cortina d'Ampezzo é uma comuna italiana da região do Vêneto, província de Belluno, com cerca de 5.954 habitantes, conhecida por ser uma famosa estação de esqui. Estende-se por uma área de 254,51 km2, tendo uma densidade
"quarenta anos de trabalho... "
II - O SEGREDO DO POETA AUGUSTO GIL (1873 / 1929)
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim...
É talvez a ventania;
mas há pouco, há poucochinho,
dos pinheiros do caminho...
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudade, Deus meu!
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
a neve deixa inda vê-los,
- depois em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos... enfim!
Porque padecem assim?!
CORTINA / LAGO DI GARDA / VERONA (total 350 Km)
nos floridos jardins da cidade
A cidade foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO por causa da sua estrutura urbana e arquitetura: Verona é um maravilhoso exemplo de cidade que se desenvolveu progressivamente e sem interrupções durante dois mil anos, integrando elementos artísticos de altíssima qualidade dos diversos períodos que se seguiram.
No centro da cidade existe uma vila onde, pelo que conta a história, Julieta morava. Este é um grande marco da cidade, que recebe a fama de cidade dos namorados, atraindo centenas de turistas. Passa-se também parte da história de William Shakespeare´´A Megera Domada``.
Verona é um dos locais onde se passa a história da peça Romeu e Julieta escrita por William Shakespeare.
Verona foi incorporada ao Reino de Itália, em 1866, com a Terceira Guerra de Independência Italiana.
Saída para Florença e city tour com guia local para visitar a cidade "Berço do Renascimento" conhecendo: Catedral de Santa Maria del Fiore, Praça da Senhoria, Ponte Velha
Florença ou Firenze foi fundada no ano 200 A.C.
às margens do rio Arno, cercada por fortalezas pelos etruscos. Conquistada pelos romanos passou a chamar-se Florentia. Em 1860 foi incorporada ao Reinado da Itália. Até 1875 foi a capital desse reino quando perdeu a posição para Roma. Reúne e conserva obras, trabalhos, esculturas, pinturas, afrescos, executadas por alguns dos maiores gênios que a humanidade produziu.
A Piazza della Signoria é a coração de Florença.
Esta praça é dominada pela torre do Palazzo Vechio, prefeitura de Florença desde 1322, com interior decorado por Vasari. Por séculos tem sido nesta praça onde os eventos mais importantes da cidade acontecem.
Ela está cercada por um grupo magnífico de esculturas, onde destacam-se o Perseu de Cellini e o Rapto das Sabinas, de Giambologna.
Pare, sente em algum lugar, olhe em todas as direções e viaje de volta no tempo. Você está num dos centros de cultura da história da humanidade.
Muito do que se aprende nas escolas de arte de todo o mundo foi criado pelas pessoas que freqüentavam esta praça.
Florença tem três construções que podem ser consideradas como símbolos da cidade: Duomo, Campanile e Battistero, criações do genial arquiteto Brunelleschi.
A igreja revestida com mármore verde, rosa e branco, conhecida como Duomo, e que levou quase dois séculos para ser construída, é a principal e mais famosa construção da cidade, além de ser a quarta maior catedral do mundo em tamanho.
Em seu interior estão obras primas de grandes gênios da arte renascentista, como Zuccari, Donatello, Uccello e Ghiberti.
Um nome para sempre associado à história de Florença é o do poeta e escritor Dante Aligheri, eternizado principalmente graças à sua obra prima, A Divina Comédia.
Inferno, Purgatório e Paraíso, 100 cantos, em versos, em italiano
"Nel mezzo del cammin di nostra vita
mi ritrovai per una selva oscura
ché la diritta via era smarrita."
Sábia decisão! Hoje podemos apreciar sua obra em vários locais, como Il San Girolano (Pinacoteca do Vaticano), Adorazione de’ Magi (Uffizi) e a mais conhecida de todas, o quadro A Mona Lisa (Louvre), só para citar alguns.
A família Medici forneceu os mais influentes governantes da cidade, e seu nome está intimamente ligado à história de Florença. Na San Lorenzo estão sepultados vários de seus membros, entre púlpitos de bronze de autoria de Donatello e esculturas de Michelangelo.
Florença não é um lugar para quem aprecia construções de aço e alumínio.
É uma cidade eterna, um momento iluminado de genialidade artística, e que pode ser sentido caminhando entre suas ruas, praças e casas.
É até mesmo muito mais do que isto. É um exemplo vivo do que a espécie humana pode fazer de bom quando se dedica a ideais elevados.
MONTERRIGIONI/SIENA (total 140 Km)
Gallo Nero
no pátio
no jardim
Monteriggioni começou como uma fortaleza construída sobre uma colina em volta de Siena contra os florentinos.
Chegamos em Siena
A manifestação tem como data o dia 2 de julho e o 16 de agosto e consiste no cortejo histórico (a “comparsa”) dos 17 vilarejos de Siena e na emocionante corrida dos cavalos montados pelos jóqueis; o vilarejo que vence recebe o Palio, um estandarte de tecido pintado com imagens sagradas que são depois levadas até o Duomo.
Erguida como colônia romana por César com o nome de Sena Iulia, no I a.C., no lugar de um antigo povoado etrusco, foi após sede episcopal (VI), posse dos longobardos (VII), depois francesa (VIII) e se afirmou como Libero Comune, ou municipio livre, em 1147, de ordem guelfa (liga de S. Genesio, 1197). Adversária de Florença, passou da parte dos guibelinos depois da aliança com Pisa e Pistóia (1228) e a ajuda oferecida a Federico II. Derrotando Florença em Montaperti (1260), tornou-se cidade de hegemonia da Toscana até o intervento dos angioinos (1269) que repristinou a supremacia guelfa. Decaindo por causa de lutas internas e pelo insucesso da nobreza florentina (XIV-XV), foi conquistada após um longo assédio (1554-55) de Cosimo I de’ Medici e englobada no granducado da Toscana, mesmo tendo a concessão de permanecer autônoma administrativamente.
Além dos singulares monumentos de arte, Siena deve a sua atmosfera também ao conjunto urbano da cidade: pequenas ruas tortuosas que sobem e descem sobre a altura a qual é colocada a cidade; atalhos e cenários de absoluto fascínio entre as casas medievais e as pracinhas e os pátios; também a cultura da cidade cria uma atmosfera especial: no verão por exemplo é normal ouvir concertos de música clássica realizados nos pátios pelos estudantes da Accademia Chigiana, uma instituição famosa de música em todo o mundo.
Praça do Campo é uma das mais lindas praças medievais, possui uma forma estranha, quase em forma de concha e é circulada por antigos palácios em parte rendados ou ornados por torres. O Palácio Pubblico é uma construção que domina a praça, é o palácio civil toscano mais bonito e data de 1297-1342, e, contém ao seu interno maravilhosos ciclos de afrescos de Simone Martini (a Maestà e o Guidoriccio da Fogliano ambos na Sala do Mappamondo e datam de 315-28) e de Ambrogio Lorenzetti (Alegorie ed Effetti del Buono e del Cattivo Governo de 1338-40 conservados na Sala dei Nove ou da Pace).
O externo do Palácio Pubblico é caracterizado também pela torre del Mangia de 1348, alta 102 metros e, aos seus pés fica a Capela de Piazza, um porticado do 1300.
Passear pelas ruas de Siena significa encontrar também numerosas arquiteturas civis: desde as simples casas burguesas medievais que se desenvolvem em vertical aos palácios nobres: Palácio Piccolomini, Palácio Chigi- Saracini, Palácio Tolomei e o famoso Palácio Salimbeni sede histórica de um dos mais antigos bancos italianos.
O outro centro da cidade é representado pela Praça do Duomo dominada pelo grande masso de mármore da igreja (a praça ao lado da igreja ocupa o espaço que deveria ser da imensa navada central do novo projeto do Duomo).
O Duomo, em certas ocasiões e em longos fatos histórico/artísticos viu sua conclusão apenas em 1382 e apresenta uma fachada românico–gótica projetada por Giovanni Pisano; o interno é enorme, caracterizado pela bicromia dos mármores e do pavimento em marchetado de mármore que formavam verdadeiros quadros- 56 ao todo- que no projeto levam a firma de grandes artistas toscanos.
O interno é muito rico de obras de arte; oferecemos dois exemplos: o púlpito de Nicola Pisano (1266-68) e os afrescos do Pinturicchio na Libreria Piccolomini (1502-09).
Muitas das obras que se encontram no Duomo são protegidas pelo Museu Dell’Opera del Duomo localizado onde deveria estar a navada lateral do novo Duomo: entre estas as originais das estátuas de Giovanni Pisano para a fachada e para o grande retábulo do altar de Duccio da Buoninsegna, a “Maestà” de 1308-11.
Abaixo do Duomo, descoberto graças ao desnível do terreno, está o Batistério, terminado em 1325: uma solução arquitetônica singular.