SOCIAL: Bordin e Schmidt
SECRETARIA: Lineu e Favetti
COMUNICAÇÃO: Coelho e Nilson
TESOURARIA: Ivolino e Honorato
TESOURARIA: Ivolino e Honorato
churrasqueiras da AABB Curitiba (PR)
10 de agosto de 1912
Então, como poderemos adjetivar a nossa festa de ontem? Fica por conta de cada um. Eu, de minha parte, representando com satisfação a nossa Diretoria, tenho comigo que vai para a lista das melhores que já tivemos. Em nossa Casa, em nosso reduto, em nosso ambiente, com as pessoas que mais gostamos, admiramos e respeitamos como amigos fiéis e sinceros, naquilo que até poderemos chamar de um Amor Grupal.
A participação das nossas mulheres
mais uma vez superou-se em trabalho,
dedicação e competência,
propiciando-nos um muito bem elaborado cardápio, agradabilíssimo ao paladar.
A música estava ótima, agora com o novo concorrente do Célio, que havia viajado.
(menos a Lilian, que não parou de trabalhar um instante);
as músicas escolhidas pelo maestro Favetti foram pertinentes e emotivas, levando muitas (e muitos) às lágrimas.
E ainda aconteceu o nascimento de uma nova estrela, um cantor do nível do Bordin, um tal de
Roberto Cavallieri, apresentado pelo seu empresário Serginho.
A mensagem escrita pelo Roberto Bordin calou fundo no coração dos presentes, trazendo mais lágrimas para mulheres e homens.
Todos se divertiram e confraternizaram, no tempo de 4 horas que pareceu ter sido de alguns minutos.
E os brindes? Muitos ganharam, mas os mais ditosos eram o
Henrique
e o Rosemar, com os seus vasos de flores!
Outros ganharam CD's, e o grande felizardo da noite foi
nosso orador Ademir, que levou o cobiçado relógio alemão! E ele que não tinha relógio, segundo a Regina. Aliás, o Ademir foi o primeiro a ir embora, pois consultando o cebolão disse que na Alemanha já era madrugada!
E o preço? Vocês acham que tudo de graça foi muito caro? Agora vou ter que enfrentar o Guido! Teve um colega que insistia em querer pagar, porque não fora avisado que a festa era gratuita...
Bom, como nada neste mundo é perfeito, houve sim uma (só uma!) reclamação: um peladeiro reclamou diretamente ao Presidente em exercício a falta de palito-de-dente! Atenção, Peladeiras: anotem essa falta imperdoável e que isto não se repita!
Às mais de 100 pessoas que compareceram e se refestelaram com a janta, o nosso maior...
MUITO OBRIGADO! Mas muito obrigado, MESMO!
Lineu.
HOMENAGEM AOS PAIS
Nosso grupo é formado por pais oriundos dos mais distantes lugares
deste País e até do exterior e aqui viemos para somarmos com tantos quantos por
aqui já viviam, os legítimos curitibanos.
Como pequenos riachos em direção ao oceano, serpenteando sobre o solo
por diversas outras cidades, aqui chegamos em busca do crescimento
profissional, alguns, por opção, outros, mas todos, indubitavelmente, com o
firme propósito de oferecer aos nossos filhos uma formação compatível com as
suas necessidades e as nossas expectativas.
E essa mudança para a cidade grande acabou por promover mudanças
radicais nos valores que tínhamos até então.
Dentre outras alterações em nossas vidas, passaram a fazer parte do
nosso dia a dia o ato de levar e buscar os filhos à escola, a preocupação com o
trânsito, com as companhias, com as drogas, com a segurança etc.
Mas também começaram a ocorrer os eventos nos quais nossos filhos
começaram a se envolver: a festa dos 15 anos, o cursinho, o vestibular, a
formatura, o casamento, o nascimento dos netos etc.
Alguns dos nossos filhos, no entanto, deram passos mais ousados e foram
completar sua formação ou aperfeiçoar-se no exterior, para alegria ou preocupação
dos seus pais.
Sim, porque agora, mesmo com todas as condições da moderna comunicação,
tais como internet, vídeo câmeras, skype etc., nada supera a presença junto dos
filhos, onde quer que eles estejam.
Assim, nós, os pais, acrescentamos um novo hobby: viajar para nos
encontrarmos com nossos filhos, em Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, São Paulo, Rio
de Janeiro, Natal, Salvador e, por que não,
Dallas, Montreal, Quebec, Londres...na Alemanha, na Austrália, no mundo
todo...acabaram-se as fronteiras para esses pais que não podem deixar de
auditar a vida dos seus rebentos, onde quer que eles se encontrem.
E se viajamos sozinhos, nossas viagens tem prazo de validade exatamente
igual ao tempo que suportamos ficar longe deles.
Por conta dessas mudanças comportamentais, nós adotamos novos hábitos:
pesquisar as tarifas promocionais das companhias aéreas, como nossas esposas
pesquisam as promoções dos supermercados; entender o funcionamento dos
programas de milhagens, aprender outras línguas. Tudo para, como diria o Pedro
Bial, “dar uma espiadinha” na vida que estão levando nossos filhos.
Isso tudo nós entendemos como reflexo do que seja o amor paterno. Mas
que estranho amor é este que faz com que mesmo pessoas com comportamentos nada
ortodoxos também sintam esta necessidade de ter um filho ou uma filha???
Que força estranha é esta que não admite a existência da menor
distância entre pais e filhos??!!
Que estranho amor é este que muda o comportamento dos pais de primeira
viagem, que faz com que maridos cheguem em casa mais cedo, alterem suas
rotinas, abram mão dos seus antigos prazeres, somente para estar junto com os
seus filhos???
Que estranho amor é este que leva um pai a matar um filho sob o
pretexto de que não quer vê-lo sofrer???
Que estranho amor é este que coloca nos olhos de um filho um brilho
ofuscante e um mar de lágrimas ao encontrar ou descobrir QUEM É o seu
pai????
É em nome deste mesmo amor que o legislador determinou a
obrigatoriedade da inscrição do nome do pai na Certidão de Nascimento de
qualquer criança, para evitar aquela abominável inscrição “PAI DESCONHECIDO”
ou aquela lacuna onde deveria constar o nome de um pai...
É, enfim, o mesmo amor que outrora nos permitia andar de mãos dadas com
nossos filhos ou filhas, dar-lhes ou deles receber abraços afetuosos e beijos
carinhosos, não apenas em casa mas em qualquer local público. Hoje, a mesma
cena, corre o risco de ser motivo para agressão por grupos radicais, a pretexto
de combater a homofobia ou para outros
comentários ainda mais preconceituosos.
E o que dizer quando assumimos a condição de “pais” dos filhos dos
nossos filhos??? É isso mesmo!!! Ontem, nós, os pais de primeira viagem! Hoje,
nós, os comandantes, as pessoas indicadas a mostrar aos nossos filhos o porto
seguro...e esta condição de avós nos possibilita reviver as emoções da
paternidade, agora acrescida da experiência, da sabedoria e da consciência do
que representa criar um filho e vê-lo presentear-nos com os nossos netos...
isto é indescritível... e quem é avô sabe do que estou falando.
Mas, neste momento, nos interessa reverenciar a figura dos mais
diversos tipos de pais que integram o nosso grupo: aqui temos pais presentes,
responsáveis, carinhosos, amados, amantes... temos pais atletas, músicos,
churrasqueiros, bailarinos, cobradores, apreciadores de um bom vinho... temos
aqui os pais saudosos dos seus filhos que desembarcaram, precocemente, em
estações não previstas no roteiro desta viagem terrena... temos os pais que são
especiais para os seus filhos especiais...temos os pais que usam saias, porque
assumiram o papel dos seus maridos pelas mais diferentes razões... e, por fim,
temos os pais que já cumpriram o seu papel por aqui e foram chamados para novas
missões em outra dimensão...
Também temos a versão local do Brad Pitt!! Mulheres, por favor, se
acalmem!!! Não é o galã midiático que
está entre nós. O nosso se parece com aquele por sua atitude. Sem preconceito
de sexo, raça, idade ou cor, nosso colega ultrapassou a fronteira da
paternidade e acolheu junto aos seus filhos mais uma criança, por entender que
possui amor suficiente, condições morais e materiais para criá-la e formá-la.
São estes exemplos de pais que engrandecem nossa comunidade e o Grupo
de Peladeiros, por sua Diretoria, quer homenagear neste momento. Que seus dias
sejam tantos e suficientes para que possas viver o privilégio de ver crescer os
seus filhos...os filhos dos seus filhos...os filhos dos filhos dos seus
filhos...
Dizer mais, meus amigos, seria mera redundância.
Parabéns aos pais e que suas vidas sejam espelhos para a vida dos seus
filhos. 