AGRADECIMENTO AO DIRETOR SOCIAL



                      


Meu caro senhor Bordin,
Dedicado Peladeiro
Deste Grupo sem igual.
Discorrendo sobre mim,
O preclaro companheiro
Elegeu-me como o tal.

Ouvindo suas palavras
Consistentes e sinceras
Eu me pus a meditar:
Um texto de tantas lavras
Remontado a priscas eras
Caberia questionar?

Unanimemente opinam
Que foi a saga do entojo
Proseada com muito esmero,
Mas alguns a recriminam
Por carregar no seu bojo
Boa dose de exagero.

De minha parte eu concordo
Com tudo que ali foi dito
Me enaltecendo o valor,
Pois de manhã, quando acordo,
Com vaidade eu acredito
Não ter sido de favor.

Agora... deitando ao lado
Esta minha gozação
E voltando à realidade,
Agradeço, emocionado,
Do fundo do coração
E com enorme humildade.
           
Diante de cada associado
Você sabe, Diretor,
Aquilo que pouco valho.
Ao nosso Grupo estimado
Só tenho a dar muito amor,
Dedicação e trabalho!


                                                                                                linho
                                                                                               30.05.13 

Parabéns Lineu
Bonitos versos. Tem futuro...
O Bob é sensacional nas suas descrições de aniversariantes, homenagens em geral com textos primorosos. Fosse só a palavra escrita já estaria bom. Porém as caras e bocas, as expressões faciais, as reticências e enfim a comunicação não verbal dão em tempero extraordinário nessa difícil arte da comunicação. É um show à parte. Abç a todos 
Moacir Favetti 



Lineu Holzmann – Quinta-feira – Presidente Prudente – SP

Ele diz que nasceu em Presidente Prudente, capital do Oeste paulista, mas há controvérsia: pode ter sido em Conceição de Monte Alegre, então, seria, hoje, Paraguaçu Paulista. Mas isto é só para deixá-lo encucado.
A verdade é que este pai de duas filhas e um filho, avô de um neto e uma neta, começou a trabalhar no BB em Ponta Grosa, depois passou pela Agência da Avenida Tiradentes, aqui na Capital e, por fim, trabalhou no CESEC, até se aposentar.
Foi um dos líderes do núcleo de processamento de dados daquele centro e, segundo relatos fidedignos, ao se aposentar, o mesmo tinha pleno domínio sobre as funções ON e OFF dos computadores do seu setor.
Este nosso colega é o que se pode chamar de a essência do burocrata. O papel, para ele, ainda tem uma importância vital. Talvez até por esta sua faceta, o Presidente do Grupo tenha escolhido-o para o cargo mais burocrático da Diretoria: Secretário Geral. A escolha foi perfeita. A propósito, perfeccionista extremado, é apegado aos mínimos detalhes. Veja-se o nosso estatuto. Para ele, se está escrito, tem que ser cumprido, se não estiver escrito mas é feito, que se escreva. E ponto final. Não se discute mais.
Avesso às modernidades, por opção, até hoje não tem celular. Por extrema necessidade, admitiu e aderiu ao e-mail.
Até hoje, não faz a sua declaração de bens. Seu assessor para assuntos “leoninos” atende pelo nome de Ozires, o qual jura que muitos dos fios de cabelos que lhe faltam deve-se à busca de solução para o referido assunto.
Ultimamente, adotou autêntica ojeriza à ideia de voar em avião. Por conta disso, não tem sequer acompanhado o grupo em suas andanças Brasil e mundo afora, para desespero da sua esposa. 
Afeito à arte de escrever, brinca com as palavras com total domínio do nosso idioma e produz textos de qualidade ímpar, derivando, às vezes, para a área poética. Dotado de um dom irônico/satírico, consegue transpor para a foto de um momento inocente toda sua perspicácia e criatividade, naquilo que convencionou chamar de foto-fofocas, que já beiram à casa do milhar. Aliás, em matéria de fotografia, está se aprimorando a cada dia.
De formação espírita, dedica, há 45 anos, boa parte do seu tempo ocioso ao atendimento de pessoas que buscam na Sociedade Brasil de Estudos Espíritas Doutor Leocádio José Correa a solução para os seus problemas do corpo e do espírito.
Por algum tempo, esteve afastado do grupo mas, passado um momento traumático da sua vida, retornou com força e dedicação total.
Graças à uma pequena causa jurídica, segundo alguns bem informados e maldosos, em torno de R$ 50,00, acabou conhecendo a pessoa que está dando, em parte, novos rumos à sua vida.
Outras línguas maledicentes não esquecem algumas passagens do nosso homenageado por alguns dos hotéis onde o grupo se hospedou nas viagens que fazia. Contam abalizadas testemunhas que o referido costumava acordar, por vezes, antes mesmo do café ser servido, para não perder nenhum minuto e poder aproveitar toda a mordomia que era colocada à disposição dos hóspedes. Contam que seu fiel escudeiro nessa empreitada atende pelo nome de Mário. Que Mário???? 
Adotou a modalidade da sinuca como sua enteada e a Sala de Sinuca Sezinir José Ribeiro Andrade, da nossa AABB, nunca mais será a mesma. Além de jogar muito bem, chegando mesmo a liderar o ranking que, diga-se, ele mesmo criou, promoveu uma autêntica revolução na área, divulgou a modalidade, comercializou os equipamentos necessários à sua prática, convidou novos aficionados, promoveu torneios de integração, patrocinou o café e os biscoitos, enfim, deu uma nova cara para uma modalidade que pode-se afirmar não tinha a representatividade que adquiriu após a intervenção do homenageado.  
Finalmente, falar do atleta de futebol e futebol de salão. Os que viram não se cansam de elogiar o craque de bola que ele foi. Os que tiveram o privilégio de vê-lo jogar, no auge de sua forma física, contam, com orgulho, as façanhas que viram deste craque.
Era de encher os olhos, os campos e os ginásios, principalmente. Pensem num artilheiro, num matador! Era ele!
Mas o tempo, ah!, o tempo, este adversário que usa recursos escusos para retirar da lide os nossos ídolos, marcou-o, e desta vez, de forma implacável. Assim, aqueles gols em profusão, aqueles lances decisivos, aquelas jogadas clássicas,  ficaram gravadas em retinas saudosas... quem viu, viu... quem não viu, que preste atenção na história, que se encarregará de manter viva na memória aquilo que o craque fez nos campos e nas quadras. Vida longa ao são-paulino  Lineu Holzmann.
 

Valter Leodoro Martins – Segunda feira – Cornélio Procópio – PR

Este corno-procopense assumiu no BB em Foz do Iguaçu. Trabalhou no CESEC em Curitiba, na Agência Água Verde e “quebrava um galho” como caixa em Almirante Tamandaré. 
Fiel à sua personalidade, não costumava levar desaforo de cliente para casa. Embora atendesse a todos com cortesia, sabia, como poucos, elevar o volume da voz quando algum cliente se achasse no direito de falar alto ou reclamar de alguma coisa.              Como atleta, também não é de aceitar desaforo de adversário. Zagueiro de muitas qualidades, destaca-se pela capacidade de antecipação.
Responsável direto pela ótima performance da defesa dos “fraldinhas” em diversas competições das quais participamos, inclusive nesta última, em Goiânia.
Também demonstra suas habilidades na mesa de sinuca e, no jogo de pôquer, costuma aplicar os seus blefes, nem sempre bem sucedidos. Adora louras. A que manda em casa e as geladas. E, como nem tudo é perfeito, torce pelo Atlético.

Almir Antônio Rossa – Sexta-feira – Curitiba – PR

Ele é um dos poucos curitibanos legítimos e, depois de desfilar suas qualidades por diversos times da capital, ingressou no grupo como quem nada queria mas, mercê do seu grande futebol, foi se destacando e hoje é um dos primeiros a ser escolhido, quando isto é possível, em nossas peladas ou torneios, pela excelência do futebol que pratica.
Com incrível visão de jogo, em campo parece estar sempre desmarcado, passando a sensação de que seu time joga com mais jogadores que o adversário. A precisão dos seus passes, aliada a eficientes chutes ao gol são características desse aniversariante.
Também merece destaque o seu espírito de cooperação, especialmente quando o assunto envolve churrasco. Pilota os espetos com a mesma categoria com que domina uma bola, ao lado de outras feras no assunto, como o Cláudio, o Darci e o Sílvio. 

Irineu Adamoski – Sábado – Piraquara

Fez a sua história no BB atuando na legendária Lapa. É, sem sombra de dúvidas, um dos peladeiros mais viajados do grupo.
A bordo do seu inconfundível e uniforme branco, atua com desenvoltura nas alas ou no meio de campo das suas equipes.
No último CINFAABB protagonizou uma jogada que entraria para a história, ao tentar dar o famoso “drible da vaca” ou a “meia lua”. O adversário não gostou muito de tal ousadia e deixou um providencial braço estendido, que lhe acertou o rosto,  impedindo que o tal lance se concretizasse. Seria a glória!
Em nosso meio peladeiro é conhecido pela alcunha, a meu ver injustificada, de “Cavalinho”... seus colegas bem sabem o porquê. 
No jogo de pôquer se destaca pela incrível quantidade de trincas que faz e pela maneira franciscana de fazer apostas.
Dizem ter sido a fonte inspiradora para os autores de um grande sucesso musical do passado: “Eu não vou mais trabalhar, só vou criar galinha” quando investiu parte das suas economias na avicultura.
Costuma brindar seus colegas de grupo com algum presentinho: ora uma melancia, ora uma dúzia de ovos ou outro agradinho qualquer.
Para manter sua aparência mais jovial, não dispensa uma tintura no cabelo, o que o impede, por vezes, de entrar em campo se houver ameaça de chuva. E para não dizer que tudo são flores, trata-se de mais um atleticano.

Sérgio Luis Del Corso – Sábado – Lins – SP

Esse engenheiro nasceu num sábado, na famosa cidade de “Lugar incerto e não sabido”, cuja sigla virou Lins, no Estado de São Paulo.
Passou boa parte do seu tempo no BB atuando em Brasília. Como peladeiro, atua pela ala, onde sobressai-se um potente e certeiro chute com o pé esquerdo.
Passou por um momento terrível, há pouco tempo, quando uma trágica ocorrência levou o seu filho querido.
Com força própria e dos amigos, está superando aquele infortúnio.
E, como a vida deve continuar,  foi, juntamente com a sua esposa, o responsável pela ida do nosso grupo para a primeira excursão internacional, quando fomos disputar o torneio de futebol em Sonthein, na Alemanha.
E nessa gangorra em que se constitui a nossa vida, recentemente viu sua filha formar-se em medicina  e seu time sagrar-se tetracampeão paranaense.    

Reinaldo Antônio Castellano – Quinta-feira – Curitiba – PR

Assumiu no BB em Guarapuava e depois veio para Curitiba, onde trabalhou na Agência da Av. Tiradentes até se aposentar.
Este é um dos peladeiros e abebeano de primeira hora. Juntamente com seus amigos, aí incluído o seu irmão, já falecido, contribuiu para a estruturação do Grupo e das competições envolvendo os funcionários aposentados do BB e que hoje já está em sua 19ª edição. Sempre esteve ligado à AABB, colocando seus préstimos a serviço dessa entidade que o mesmo considera ser sua segunda casa.
Na última gestão, não foi diferente, porém, por não concordar com a maneira de administrar a Associação, retirou-se da Diretoria.
Sua voz de comando é inconfundível e coitado de quem não a obedecer. Não por acaso, ficou conhecido no meio peladeiro como “Ministro da Educação”, tal a ênfase que dá às suas ordens.
Tendo como modelo o antigo técnico do Flamengo Iustrich, que era paraguaio, contam que era comum os atletas que se dirigiam a determinada competição terem que desembarcar alguns kilômetros antes do local e para lá seguirem a pé, para que já chegassem aquecidos.
Também pratica outros “esportes”, tais como a sinuca, o truco e o pôquer.
Recentemente, foi acometido de um problema de saúde que o fez se afastar, temporariamente, das suas atividades normais aqui no grupo.
Como que buscando o bálsamo tranquilizante para suas dores, aceitou o desafio para treinar a equipe dos “fraldinhas”, com a missão de fazê-la retornar à série “A” do CINFAABB, mesmo com algum sacrifício para a sua saúde.
A missão foi cumprida e o objetivo foi alcançado pois a equipe, sob sua liderança, acaba de conquistar o vice-campeonato da chave que disputamos no CINFAABB em Goiânia, na última semana, e está de volta à série “A”.
Encontrou na atividade de técnico ou na volta para o nosso meio o paliativo para o seu estado de saúde e devolveu a auto-estima à toda a equipe.
Rejuvenesceu alguns anos, com certeza. Ele é mais um coxa branca ferrenho.

João Argenta – Domingo – Videira – SC

A sua entrada no grupo coincidiu com um momento familiar um tanto quanto delicado, o que não tem permitido a sua participação nas atividades da forma como imaginava. Assim, pelo pouco tempo que frequentou o grupo, ainda não foi possível aprofundarmos nossas pesquisas a seu respeito.
Sabe-se que tem potencial para jogar bola, embora tenha se contundido recentemente, não tendo demonstrado todas as suas qualidades. E, se isto não bastasse, ainda torce para o Atlético.

Henrique César de Almeida – Sábado – Campo Grande – MS

Quando ele nasceu, Campo Grande ainda pertencia ao Estado do Mato Grosso. Mas este é apenas um detalhe.
Peladeiro que marcou época defendendo as cores da AABB de Curitiba. Contam que era detentor de um futebol digno dos grandes craques. A julgar pelo que demonstra, ainda hoje, somos levados a acreditar em tais afirmativas.
Seus profundos conhecimentos da arte futebolística renderam-lhe um “convite” para repassá-los aos integrantes da equipe Super Máster, os “fraldões”, na condição de Técnico da mesma. Não só aceitou como já fez bonito.
Na estreia, ainda no ano de 2012, coincidentemente, lá na sua terra natal, Campo Grande, conseguiu um honroso vice-campeonato e neste ano, acumulando as funções de técnico do Super Máster e atleta do Hiper Máster, manteve a equipe na série A, o que está sendo considerado um grande feito.
Pode não ter sido mero acaso mas quando o mesmo não estava no banco, repassando suas orientações, e foi substituído no mister pelo técnico do Máster, a equipe ressentiu-se da sua ausência e teve um “probleminha” no confronto com a equipe de Salvador.
Sabe-se que são coisas do futebol, que não se pode culpar ninguém porque isso acontece, porém, algumas línguas maldosas andaram espalhando, após o jogo, que esta foi uma “vingança” do técnico da equipe Máster, pela forma “sorrateira” como teria ocorrido a transferência do atestado liberatório de um atleta que jogaria na equipe Máster, que foi “aliciado” pela equipe Super Máster.
Mas, como vocês sabem, aqui não há espaço para fofocas e posso afirmar que ambos, além do Mário, são os melhores técnicos que tivemos este ano e, quiçá, nos próximos também. 
Sabe-se lá o que pode acontecer no futuro, não é mesmo? Além do que, este também é coxa branca.  

Rubens Giglio – Segunda-feira – São Paulo – SP

Trabalhou por 30 anos na agência de Itararé-SP, sendo 28 como fiscal.
Viveu a época de ouro da carreira de fiscal da CREAI. Esse funcionário era conhecido como “os olhos do gerente” da agência, para saber se o crédito foi aplicado na finalidade, ou não. Sua presença numa localidade, ou numa propriedade, era tão respeitada quanto à de uma autoridade.
No grupo, merece um destaque especial pela sua humildade e pelo seu espírito de equipe. Benquisto por todos, com seu jeito paternal de tratar qualquer assunto, com sua aura de bondade, junta-se a outros próceres da estirpe de um Ormir Bezerra como exemplos a serem seguidos pelos mais jovens.
Goleiro de técnica refinada, mantém a sobriedade dos grandes e aproveita cada oportunidade para nos mostrar: é assim que se faz.
Despojado de qualquer vaidade, repassa com orgulho tudo o que sabe àqueles que se dispõem a com ele aprender. Se autoproclamou o treinador de goleiros do grupo e assumiu tal posto com toda a seriedade e a dedicação que o cargo requer. Do alto dos seus 76 anos, consegue mostrar com sabedoria ímpar os atalhos para quem ainda tem o que aprender na espinhosa, e muitas vezes incompreendida, carreira de goleiro. Vida longa ao santista e mestre Rubens Giglio!

Maurício Fontanelli – Sexta-feira – Siqueira Campos – PR

Assumiu no BB em Castro e depois trabalhou no CESEC, aqui em Curitiba, até aposentar-se.
Nos campos de futebol, desempenha suas funções como um autêntico polivalente. Com seu físico avantajado, joga nas alas, de zagueiro, no meio de campo e, se precisar, vai para o gol.
Profundo conhecedor de músicas, seu gosto é bastante eclético e, não por acaso, é chamado por alguns de cover do Sérgio Reis.
Sua polivalência não é restrita ao futebol. Seu curriculum é invejável. Ultimamente, tem ganhado quase tudo aqui no Grupo, senão vejamos: há pouco foi campeão individual de tênis; campeão do último torneio de pôquer; disputa o campeonato de sinuca. Na última semana, jogando futebol míni campo, sagrou-se vice-campeão da Série B do CINFAABB, disputado em Goiânia.
No momento, aguarda a abertura de inscrições para as disputas de palito, ping pong, peteca, damas, dominó, mora e cuspe à distância.  É coxa branca de carteirinha, assim como toda a sua família.